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especial
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Reunidos
em um Seminário Estadual, representantes de movimentos
sociais, entidades de trabalhadores, estudantes, pesquisadores,
militantes pela democratização da comunicação
do Rio Grande do Sul reivindicam a realização
urgente da Conferência Nacional de Comunicação.
Os signatários deste documento consideram que o Governo
Federal deve criar imediatamente um Grupo de Trabalho para
organizar a Conferência nas suas dimensões regionais
e nacional. À Conferência Nacional de Comunicação
caberá a tarefa de sugerir ao país um novo modelo
de comunicação que considere as aspirações
da nação brasileira, promovendo a inclusão
social e a capacitação da sociedade para a compreensão
do fenômeno da comunicação social e das
suas decorrências, que se impõem sobre a política,
a economia, a cultura.
Para tanto, a referida Conferência deve centrar seus
esforços nos debates e formulações de
políticas públicas de comunicação,
regulando e atribuindo um papel civilizatório aos sistemas
de comunicação nas suas estruturas pública,
estatal e privada; aos meios de comunicação
em suas várias plataformas, e considerando o advento
da digitalização; às relações
de cidadania e de consumo que transitam pela produção
e recepção do conteúdo da comunicação
social.
Os participantes do Seminário Estadual Pró-Conferência
alertam, ainda, que a Conferência Nacional deve dedicar
especial atenção à radiodifusão
comunitária, pela sua relevância democrática;
ao processo de concessões de outorgas para radiodifusão,
hoje minado pelo tráfico de influências; à
qualidade da programação das TVs abertas, considerando
o impacto social das mesmas; aos reflexos da convergência
midiática na educação, atentando para
seus aspectos negativos e positivos; à ética
da comunicação, destacando seus reflexos na
formação de educadores e na preservação
de valores identitários; à criação
de mecanismos internacionais contra a baixaria na mídia.
Por fim, os participantes do Seminário assinalam que
o Governo Federal não pode se furtar ao encaminhamento
da Conferência, já referendada pelos movimentos
sociais, pelo setor privado e por vários setores governamentais,
entre eles o Ministério das Comunicações.
Se em muitos campos de atividade o Brasil vive um tempo de
mudanças de paradigmas, com a implantação
de políticas públicas modernas, por quer manter
na comunicação um modelo superado, oligárquico
e refratário às suas responsabilidade sociais?
Os riograndenses, através do Seminário Estadual
Pró-Conferência, reclamam imediatas providências
para o encaminhamento da Conferência Nacional de Comunicação,
abrindo caminho para uma sociedade justa e democrática,
onde vigore o respeito aos direitos sociais e humanos e à
diversidade nas formas de expressão, de comunicar e
de ser.
Porto Alegre, 22 de novembro de 2008.

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