Na
data em que se completa 45 anos do golpe militar de 1964,
o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar
Britto, divulgou uma nota em que defende a abertura dos
arquivos da ditadura militar. "Não se trata
de reabrir feridas ou buscar revanches. Trata-se de resgatar
a memória do país", diz.
Britto
afirmou que a Lei de Anistia perdoou os delitos políticos
de ambas as partes, mas ressaltou que ?anistia não é amnésia" e
que ?um país que não conhece sua história
corre o risco de repeti-la?.
Na
avaliação do presidente da OAB, manter fechados
os arquivos da ditadura é sabotar a memória
nacional. ?Quase meio século depois daqueles tristes
acontecimentos, já não são os seus
[os desaparecidos políticos] que estão sendo
sabotados. É a história, a memória
nacional.?
A
golpe de 64 deixou o Brasil sob o governo dos militares
até 1985.

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