A Igreja Evangélica Alemã e seu
púlpito como instrumento do PNSA


por Alexandre Costa




especial

 

 

 

Adolf Hittler disse que “... nós somos bárbaros e queremos ser bárbaros: é um título de honra. Aspiramos não à igualdade de direitos, mas ao domínio. Devemos ser cruéis, e devemos sê-lo com a consciência tranqüila”... A partir desta declaração é possível compreender a relação da igreja evangélica e PNSA. A propaganda Nazista, ou seja, a campanha pela hegemonia imperialista do Pangermanismo (doutrina da raça superior alemã) esteve presente na vida do Rio Grande do Sul nos anos de 1932 a 1942. Como se diz da Alemanha para os Teuto-brasileiros no RS e Porto Alegre.

No ano novo de 1937, o dirigente da Igreja Evangélica para o exterior enviou aos alemães no estrangeiro, através das comunidades a ele subordinadas, uma mensagem onde num trecho diz: “Permaneçamos embora longe e isolados de nossa Pátria Alemã, fiéis na oração para com nossa Comunidade, nossa igreja, nosso povo e nosso FUEHER”.

Quando o governo do Rio Grande do Sul começou a se preocupar com as atividades ilegais dos pastores protestantes a revista “Deutsche Arbeit’ (O Trabalho Alemão), editada em Berlim, afirmou que o nazismo começava a perder seus dois esteios no Brasil: - O lar e a igreja. Nº 30 de 4/04/1939, pág.182. Numa circular do diácono alemão, publicado no Berliner Evangelische Sonntagsblatt, na edição comemorativa aos 50 anos de Adolf Hitler com a manchete: “Nossa Luta pela Alemanha”, num jornal que expressa a orientação política da Igreja Evangélica Alemã, e era enviado a todos os diáconos no estrangeiro, dizia ele num trecho da circular:

“Caros Irmãos! Neste dia difícil e indeciso como nunca tivemos desde o começo da guerra de 1914, remetemos anexo o último número da nossa folha diaconal . (....) O povo alemão está de novo com as armas nas mãos para proteger os nossos aflitos irmãos da Polônia e para se ver livre definitivamente do Tratado de Versalhes. Também nós diáconos aqui na pátria e no front, saberemos cumprir o dever com fidelidade como fizemos na guerra de 1914”.

“Salve o nosso querido povo alemão e o nosso FUEHRER”.

Diaconato Alemão Berlim. 16/04/1939 Franz Weigt.

Dagmar Camargo lembra que mais de 600 mil alemães do Brasil foram repatriados para a Alemanha ao final da 2ª guerra mundial, a maioria era de pastores evangélicos.


 

 


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