Trabalho


 

 

 

Se analisarmos ao longo da história da humanidade é possível constatar que o trabalho, em qualquer regime econômico, resulta em um esforço físico e de energia. No entanto é somente sob o regime capitalista que vamos encontrar na força de trabalho humana a particularidade de ser fonte de valor.

O valor é um fenômeno puramente social; o valor de um produto é portanto, uma função social e não função natural adquirida por representar um valor de uso ou trabalho nos sentidos fisiológicos ou técnico material. Portanto, o Trabalho constitui o fator primordial da práxis, relação global entre o Sujeito e a Objetividade.

É a mediação fundamental entre o Homem e a Natureza, conjunto de processos e procedimentos através dos quais a riqueza material e espiritual é criada. A síntese de um mundo onde o trabalho é subordinado a uma lógica desumanizante está no discurso final do filme "O Grande Ditador", de Charles Chaplin:

"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."

A cada 3,5 segundos morre um ser humano
de fome no mundo




 
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