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Por Marcelo D. Coelho
A
dissertação de mestrado apresentada pelo
jornalista formado na PUC, e agora mestre pela UFRGS, James
Görgen, apresenta um modelo para se analisar os conglomerados
de comunicação no Brasil. Ele surgiu a partir
da pesquisa “Os donos da Mídia”, desenvolvida
pelo EPCOM, Instituto comandado pelo prematuramente falecido
(por câncer) Daniel Herz, um dos mais qualificados
ativistas da luta pela democratização dos
meios de comunicação no Brasil, professor
de jornalismo e autor de “A História Secreta
da Rede Globo”.
Para
ser considerado um conglomerado, segundo Görgen,
a grande rede de comunicação precisa atuar
em quatro dimensões e atender a três parâmetros.
As esferas são a política, a histórica,
a econômica e evidentemente a simbólica. As
três condições consistem no controle
direto de uma rede nacional de tevê e rádio,
relações econômicas e políticas
com mais de dois grupos regionais, em mais da metade dos
estados brasileiros, bem como com grupos menores, os quais
detenham propriedade de veículos nos segmentos de
rádio, televisão e jornal ou revista. Assim,
chega-se a compreender o Sistema Central de Mídia.
Oito
são os grandes conglomerados privados, por
ordem:
-
Organizações
Globo
-
Grupo Sílvio Santos (SBT)
- Grupo Bandeirantes
- Igreja Universal (Rede Record)
- TeleTV (Rede TV!)
- Abril (MTV)
- Amaral de Carvalho (Jovem Pan)
-
Organização
Monteiro de Barros (Rede Vida)
No
total, somam-se 1308 veículos. Uma concentração
de meios de comunicação, provavelmente, sem
paralelo em qualquer país minimamente desenvolvido.

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