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site http://www.memoriacinebr.com.br/
dispõe de mais de 14 mil documentos entre processos
de censura, material de imprensa e relatórios do DEOPS
de 444 filmes brasileiros. Este site lhe proporciona uma pesquisa
com a opção das páginas Filmes e Cineastas.
O internauta pode escolher o título do filme ou o nome
do cineasta e, se desejar refinar, tem a possibilidade de
escolher um dos três blocos de documentos: Imprensa
/ Censura / Deops. Ao entrar no link Pesquisa, o internauta
deve digitar a palavra-chave de sua escolha e selecionar os
itens onde deseja que sua busca seja realizada. Quanto mais
itens o internauta selecionar, mais detalhada será
sua pesquisa.
leia abaixo o que diz Leonor Souza Pinto coordenadora do projeto
em artigo publicado sobre o site http://www.memoriacinebr.com.br/
.
O
Projeto
Historicamente, todo regime totalitário tem no controle
sobre as formas de expressão um dos principais pilares
de sua sustentação, e a isso chamamos Censura.
Através dos tempos, sob a fachada de “proteção
à ordem social”, foi exercida contra indivíduos
e idéias. Censura significa cerceamento de liberdades
individuais, negação da liberdade de expressão,
manipulação de informação, de
rumos, de vidas.
No
Brasil, de 1964 à promulgação da Constituição
de 1988, a Censura cumpriu sua função histórica
como um dos mais importantes órgãos de repressão
da ditadura militar brasileira. Sem ela, seguramente, o regime
de exceção não teria se sustentado por
quase três décadas. As limitações
intelectuais dos censores, muito propagadas pela imprensa,
jamais foram empecilhos à sua ação. Bem
organizada, sagaz, implacável e poderosa, frustrou
sonhos, impediu caminhos, abortou promessas e calou gerações.
Censura
não tem a ver com classificação etária,
definição de horário e de programação.
Censura tem a ver com repressão às liberdades
individuais, negação do direito de livre expressão,
manipulação de informação e de
vidas.
Conhecer
sua história e reconhecer os danos causados é
o caminho para impedir que se repita. Esta é a proposta
deste projeto pioneiro. Aqui, os danos culturais, políticos
e sociais que nos legou por herança podem ser aferidos,
livres de interlocutores ou interpretações.
“Expor para melhor guardar” é a proposta
que defendemos e da qual nos queremos instrumento.
Em
dezembro de 2005, o projeto disponibilizou gratuitamente mais
de seis mil documentos relativos a 175 filmes brasileiros
– processos de censura, documentos do DEOPS-SP e material
de imprensa. Deste total, seis filmes não tiveram seus
processos de censura localizados - Amor bandido; Wilsinho
Galiléia; Cuidado, madame; Imagens do silêncio;
Sem essa, aranha e Copacabana, mon amour e participam do projeto
apenas com material de imprensa. Outros cinco não tiveram
qualquer material de imprensa localizado - Álbum de
família; 1968; Ironweed; Gigante da América
e Cinema inocente. Estão presentes seus processos de
censura.
Agora,
em outubro de 2007, estamos disponibilizando mais 269 filmes,
de trinta e cinco cineastas, grande parte representantes do
cinema marginal, da pornochanchada e do cinema independente.
No
total, a filmografia de sessenta cineastas brasileiros está
amplamente representada. Outros quarenta e seis cineastas
são citados por suas participações em
filmes episódicos.
Uma
nova edição do conteúdo deste portal
em DVDRom, revista e ampliada, cumpre o objetivo de ampliar
o acesso às informações para além
da Internet e será distribuída gratuitamente
por todo o país. Você também pode adquiri-lo
através do site, na página “Compre aqui
seu DVD”.
Esclarecimentos
sobre a documentação
Através
de criterioso cruzamento dos números de matrícula
dos censores, de suas assinaturas e seus carimbos de identificação,
pudemos creditar a autoria de muitos documentos que apresentam
apenas um ou outro destes três elementos. Alguns documentos,
mesmo incompletos, foram mantidos devido à importância
da informação que continham.
No
material de Imprensa, foram priorizadas as que apresentavam
fonte e data de publicação. Quando consideradas
relevantes, foram incluídas matérias incompletas,
sem créditos ou com créditos parciais. Agradecemos
desde já por toda a ajuda que nos leve a comprovar
os créditos ou completar estas matérias. Para
isso, entrem em contato conosco através da página
“Contato”.
Para
finalizar
Este
trabalho foi realizado tendo sempre em mente nossas limitações
e a consciência de que, como disse Marc Bloch em seu
livro Apologia da Historia ou o Oficio de Historiador, “a
vida é muito breve, os conhecimentos a adquirir muito
longos para permitir, até para o mais belo gênio,
uma experiência total da humanidade”.
Fizemos
nossa parte e disso, nos orgulhamos.
Se
erros subsistem, eles me concernem e as críticas devem
ser dirigidas a mim. Quanto aos acertos, estes são
a partilhar com toda minha equipe.
Leonor
Souza Pinto
Coordenadora

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